Máscara + Renda, da Rede Asta, gera renda e distribui produção localmente

Realização: Rede Asta

País: Brasil

Em tempos de crise, sabe-se que os grupos mais afetados sócio-economicamente são sempre mulheres e crianças, historicamente ameaçados nos seus sistemas de garantias de direitos. E, com a pandemia da Covid-19, não foi diferente: milhares de costureiras e artesãs, em todo o país, sofreram os impactos em seus micro empreendimentos ou nas confecções para as quais prestavam serviços, seja como autônomas ou como empregadas.

Diante deste cenário, a Rede Asta, em parceria com uma série de empresas e instituições, lançou o projeto “Máscara mais Renda” que tem como objetivo principal gerar renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social, em todo o país. Elas se inscrevem gratuitamente e, após selecionadas, recebem a matéria prima em casa e um pagamento por máscaras produzida por dia, garantindo o recebimento de uma renda mensal, por 03 meses. Ao final da produção, elas indicam organizações sociais locais para receberem as máscaras e distribuírem para a comunidade, gratuitamente.

Este é o tipo de ação que impulsiona a potência do consumo local, aliados às características de um negócio de impacto social: gerar renda em resposta a uma determinada problemática, de modo que o maior número de pessoas sejam beneficiadas por uma mudança nos modos de se produzir e consumir.

 

Pandemias – Lições olhando de 2050 para trás

Foto por Jolly Crawford em Unsplash

Autor: Fritjof Capra e Hazel Henderson

Neste artigo traduzido por Carolina Bergier, da Escola Schumacher Brasil (com autorização da Capra Foundation), Capra e Henderson nos brindam com curiosas projeções de cenários, olhando o mundo a partir de uma retrospectiva. Somos convidados a mergulhar em 2050. O que aconteceu conosco em um cenário pós pandemia? Como nos adaptamos? O que passou a não fazer mais sentido e quais futuros emergentes ganharam força e materialização? Capra é uma das maiores referências mundiais sobre Pensamento Sistêmico e, ao lado de Henderson, renomada economista futurista, nos dão sinais de possíveis mudanças em um futuro não muito distante.

Algumas macrotendências e sinais de mudanças são apresentados, re-pensando vários setores como Gastronomia, Transporte, Moda, dentre outros. Como será se locomover, consumir, relacionar enquanto sociedade que passou por um cenário tão traumático em um passado recente? Quais lições ficaram desta pandemia? E se, para restaurar os ecossistemas em todo o mundo, nossa mudança global para a agricultura orgânica e regenerativa florescesse “juntamente com alimentos a base de plantas, bebidas e todos os alimentos cultivados em água salgada e pratos de algas (…)”? E se, as ruas fossem “tomadas por pedestres, ciclistas e pessoas em scooters que navegam em lojas locais menores, galerias de artesanato e mercados de produtores”? É incrível se imaginar neste cenário e mergulhar neste universo de possibilidades.

Este artigo é um convite para refletirmos sobre qual é a qualidade da nossa Ancestralidade. Quais desafios globais conseguimos solucionar? Soubemos aproveitar o grande Re-set (Re-compor) que o momento nos proporcionou? Fica o convite de leitura para reflexão e co-criação de cenários, onde possamos reforçar nossa resiliência, proatividade e criar futuros com esperança produtiva.