Museu do isolamento brasileiro – um espaço de divulgação de arte em tempos de pandemia

Realização: Lu Adas

País: Brasil

Pensando no impacto da pandemia sobre o trabalho de artistas, a paulistana – e artista visual – Lú Adas criou o Museu do Isolamento Brasileiro.


Segundo o site da iniciativa, “o Museu do Isolamento é o primeiro museu online do Brasil que se propõem a divulgar o trabalho de artistas que estão produzindo no período de isolamento social. Para aqueles que produzem arte, o Museu se propõem a ajuda-los a encontrar um espaço de visibilidade para que consigam expor seus trabalhos de uma forma mais democrática”.
No portal estão reunidos desenhos, bordados, grafittis e outros formatos.  

 

Comportamentos em Tempos de Pandemia: Novos Olhares – centro de design Feevale

Empresa: Feevale

Conteúdo em: Português

O Centro de Design da Feevale, universidade do sul do Brasil, lançou o relatório de tendências PreVer 2020 com o tema “Comportamentos em Tempos de Pandemia: Novos Olhares”.

O material, lançado em junho de 2020, foi desenvolvido por professores e alunos dos cursos de Moda, Design, Design de Interiores e Design Gráfico da instituição.

Espaços de ensino pop-up são alternativa para retorno seguro às aulas

Realização: Estúdio Curl la Tourelle Head

País: Inglaterra

O estúdio britânico Curl la Tourelle Head acredita que seu conceito de sala de aula pode permitir que os alunos retornem à escola respeitando as diretrizes de distância social.

Os espaços de ensino pop-up seriam montados em espaços ao ar livre próximos aos prédios escolares já existentes. No interior, as tendas seriam organizadas de forma que os alunos se separassem por dois metros.

O conceito foi inspirado nas tendas usadas em viveiros da Dinamarca. Embora o conceito seja projetado atualmente para o distanciamento social do coronavírus, o estúdio espera que isso possa levar a uma reflexão mais ampla do design da sala de aula e da escola, ou até mesmo inspirar o conceito de educação ao ar livre.

 

Tent classrooms could enable more students to safely return to school

Performed by: Curl la Tourelle Head Studio

Country: United Kingdom

British studio Curl la Tourelle Head believes its concept tent classrooms could enable students to return to school while respecting social distancing guidelines.

Pop-up teaching spaces would be assembled on the school’s playing fields or other nearby outdoor spaces and used alongside the school’s existing buildings. Inside, the tents would be arranged so that pupils are separated from each other by two metres.

The concept was inspired by tents being used by nurseries in Denmark. While the concept is currently designed for coronavirus social distancing, the studio hopes it could lead to a wider rethink of the classroom and school design, or even inspire the concept of outdoor schooling.

 

MICRASHELL: Uma roupa que permite socialização segura em tempos de pandemia

Realização: Estúdio Production Club

País: Estados Unidos

A pandemia causada pelo Covid-19 alterou drasticamente a vida de milhões de pessoas no mundo, principalmente pelas medidas de distanciamento social adotadas. A partir dessa provocação, a roupa Micrashell foi desenvolvida como uma solução segura para interação social. Especialmente projetada para satisfazer as necessidades da vida noturna, o look conta com filtro N95, sistema de emissão de ar, um suporte para celular e caixas de pressão para beber sem retirar o capacete.

 

MICRASHELL: A suit that allows you to safe socialize in times of a pandemic

Performed by: Production Club Studio

Country: United States

An airborne virus has extended across the globe creating a pandemic, changing the way people perform their everyday tasks across the world. Micrashell was born as a socially responsible solution to safely allow people to interact in close proximity. Specifically designed to satisfy the needs of nightlife, live events and entertainment industries, Micrashell is a virus-shielded, easy to control, fun to wear, disinfectable, fast to deploy personal protective equipment (PPE) that allows socializing without distancing.

 

Antarctica realiza parceria com Biscoito Globo e reverte venda do produto para ambulantes

Realização: AMBEV + Biscoito Globo

País: Brasil

Com o objetivo de relembrar os dias tipicamente cariocas, a Cerveja Antarctica realizou uma parceria para a compra de Biscoito Globo, um ícone da cidade que teve as vendas drasticamente afetadas pela interdição das praias do Rio de Janeiro. O aplicativo Zé Delivery passou a comercializar em 26 de maio kits da cerveja e do biscoito, com lucro 100% revertido para complemento de renda dos ambulantes.
Tanto o valor do lucro do biscoito quanto da Antarctica serão doados aos ambulantes, que receberão o crédito via Ame Digital. A empresa já possuía o cadastro de inúmeros ambulantes que realizavam, desde janeiro, vendas pelo app.

 

Beer brand Antarctica partners with traditional brand of beach snack and reverses profit of sales for street vendors

Performed by: AMBEV + Biscoito Globo

Country: Brazil

AMBEV beer brand Antarctica entered into a partnership with Biscoito Globo, an iconic snack consumed mainly at Rio de Janeiro’s beaches that had sales drastically affected by the interdiction of city beaches.

On May 2020, delivery app Zé Delivery started selling Antarctica beer & Biscoito Globo snack kits, with profit of sales reverted to the street vendors who used to sell food and drinks at Rio’s beaches. 100% of profit from both products will be donated to supplement income of the professionals, who will receive the credit via Ame Digital. The company already had the registration of countless street vendors who had been selling through the app since January.

 

O futuro dos lugares numa perspectiva de incertezas por Places for Us

Empresa: Places for Us

Conteúdo em: Português

@places_for_us mapeou as redes para entender quais comportamentos foram expostos globalmente. O resultado é uma visão realista que aponta uma série de privilégios e teimosias que impactam o cenário urbano de maneira sistêmica, cada vez mais impositiva e desigual. 

If the future is like the present, our civilization will colapse

Image: Medium Eudaimonia & Co

Author: Umair Haque


Umair Haque analyzes the current moment as the end of the first chapter of human history – not only due to the coronavirus pandemic, but also due to the convergence of many other crises. According to the author, it is necessary to understand the serious implications of this moment and start to act as a mature species – otherwise, we can go back collectively.

“(…) If we make this choice, we begin to write the next chapter of human history. We transform, from the larva of a predatory-exploitative species, to the butterfly of a beneficent-constructive one. A species that is something more like the guardian and protector of all things noble, good, and beautiful — whether democracy, dignity, truth, justice, or life itself.”

Is this the end of productivity?

Image: Christina Animashaun/Vox; Getty Images

Author: Sam Blum


In this article, Sam Blum discusses the cult of productivity, the space that work occupied as an identity in western society and the reflection that the slowdown imposed by Covid-19 brings individually in a search for meaning.

“The question of how to implement a humane form of economics that requires less productivity of individual workers is the more onerous task. But perhaps, with the majority of Americans forced to reckon with an unprecedented state of inactivity, we’ll be more inclined to put down our phones and separate accomplishment from self-worth. Writers like Smart have long argued that this is beneficial and, ironically, can make us more productive in the long run.

Smart is also hopeful that the idea of productivity will be tied less to individual accomplishment than to a greater sense of community”.

Garçom-robô na Espanha permite degustar cerveja com distanciamento social

Realização: Gitana Loca – rede de cervejas

País: Espanha

Uma rede de bares em Sevilha, Espanha, automatizou os atendimentos, antecipando um plano de ampliação do autosserviço, em decorrência da pandemia de Covid. A cidade, que está na primeira das três fases de desconfinamento na qual os terraços dos bares podem abrir com uma capacidade reduzida, conta apenas com garçons-robô.

 

German cafe creates unusual solution to force customers to maintain recommended social distance

Performed by: Cafe & Konditorei Rothe

Country: Germany

With Germany going through the re-opening phase, but with strict security restrictions, the cafe Cafe & Konditorei Rothe has devised a creative solution to maintain the recommended distance between its customers. As soon as someone enters the establishment, they get a hat with those polyethylene noodles for the pool. Measuring 1.5m, it indicates the safe distance between each person to avoid contagion. The idea may sound strange, but it is effective and still gives place for playful a atmosphere in such a tense world period.

 

Café alemão cria solução inusitada para obrigar clientes a manter distância social recomendada

Realização: Cafe & Konditorei Rothe

País: Alemanha

Com a Alemanha passando pela fase de desconfinamento, porém com restrições rígidas em relação à segurança, o café Cafe & Konditorei Rothe imaginou uma solução criativa para manter o distanciamento recomendado entre seus clientes. Assim que alguém entra em seu estabelecimento, ganha um chapéu de palha com aqueles espaguetis de polietileno para piscina. Medindo 1,5m, os espaguetis indicam a distância segura entre cada pessoa para evitar contágio. A ideia pode soar estranha, mas é eficaz e ainda dá um clima de brincadeira ao lugar em um período mundialmente tão tenso.

 

MIT e Harvard preparam máscara que se acende quando detecta Covid-19

Realização: Universidades Harvard/ MIT

País: Estados Unidos

Pesquisadores da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão desenvolvendo uma máscara de proteção que será capaz de detectar se a pessoa está infectada com o novo coronavírus. Sempre que o indivíduo tossir, espirrar ou respirar, uma luz fluorescente se acenderá. Para os cientistas, isso poderá ajudar a sanar o problema da falta de testes, recorrente em muitos países, uma vez que os doutores podem colocar a máscara nos pacientes e descobrir rapidamente, sem precisar levar os exames a um laboratório, se eles têm ou não a Covid-19.

 

MIT and HARVARD prepare mask that lights up when it detects Covid-19

Performed by: Harvard University + MIT

Country: United States

Researchers at Harvard University and the Massachusetts Institute of Technology (MIT) are developing a protective mask that will be able to detect whether a person is infected with the new Coronavirus. Whenever the individual coughs, sneezes or breathes, a fluorescent light will come on. For scientists, this could help to solve the problem of lack of tests, which is recurrent in many countries, since doctors can put the mask on patients and find out quickly, without having to take the tests to a laboratory, whether someone has it or not Covid-19.

 

BOX 1824: Como o confinamento nos impacta?

Infográfico: Ponto Eletrônico / BOX 1824

Autor: Fabio Lafa

“O que observamos sobre futuros antecipados e a necessidade de pessoas e empresas criarem sob a demanda de reinvenção durante o confinamento”.

A partir dessa introdução, o instituto de pesquisa BOX 1824 desenvolve uma análise projetiva sobre o efeito do tempo nos comportamentos de pessoas e empresas.

Para construir o entendimento desse processo de adaptação, foram analisados estudos das influências do confinamento em diversas situações, de guerras e crises até o trabalho em locais remotos, e identificadas 3 fases do período de isolamento.

Me ajuda a ajudar? Frente à pandemia, do que precisam os mais vulneráveis?

Realização: BOX1824 + Publicitários Negros

País: Brasil

A iniciativa idealizada por jovens comunicadores periféricos com apoio do grupo Publicitários Negros e da BOX1824 mapeia as necessidades e urgências da periferias de todo o Brasil, buscado insumos a iniciativas sociais de grandes marcas e empresas no combate a pandemia de COVID-19.

 

O que é cultura regenerativa?

Foto: Instagram Futuro Possível

Autor: Movimento Futuro Possível

A pandemia suscitou um debate sobre mudança do sistema, da nossa forma de estar no mundo e se relacionar com a natureza. E os temas cultura regenerativa e regeneração global têm sido bastante frequentes nas discussões.

Futuro Possível é um movimento que investiga futuros possíveis a partir da lente da regeneração. Abaixo um compliado extraído do perfil no instagram sobre O que é cultura regenerativa?

Cultura regenerativa é aquela que entende que não dá mais pra viver em competição e separação. Precisamos aprender a colaborar na cura do todo. Sustentabilidade não é suficiente porque significa sustentar o modelo mental e o modo de vida e de fazer negócios de hoje que é insustentável. Significa romper com o mundo em colapso e cocriar um mundo que funcione para todos, incluindo nesse todos o planeta terra e todos os seres que aqui habitam. Devemos investigar a maneira como nos vemos para poder realizar ações transformadoras efetivas. Precisamos buscar a integridade que, na visão de Daniel Wahl, significa entender que “…como participantes cocriativos no mundo em que vivemos, todos podemos contribuir para a transição para uma cultura de fato sustentável, resiliente e próspera, saindo da confusão em que estamos, para além da sustentabilidade, ir na direção da prosperidade de toda comunidade da vida”.

“A regeneração do planeta significa, no campo dos negócios, que a sustentabilidade não é suficiente porque prevê a sustentação do modelo de vida estabelecido. Nós não sobreviveremos muito consumindo tanto do planeta por conta do nosso estilo de vida urbano. O consumo é um problema. Ponto. O mercado é responsável pelo que promove e por décadas o que vem sendo promovido é o consumo excessivo que pressiona os limites planetários. Além de promover a desigualdade social.
Regenerar o planeta passa pela compreensão de que os negócios não só precisam promover outras narrativas como também colaborar com a distribuição de renda, de poder e com a criação de processos de produção que não só não afetem o meio ambiente como colaborem para a sua regeneração”.

“Transição de narrativas: da era da separação para a era do encontro.
Vivemos a transição entre a velha história da separação e a nova história do Interser. Na narrativa da separação, que ganhou força com a revolução industrial, vivemos histórias guiadas pela concorrência, pela escassez, pela alienação da natureza, pela dissolução da comunidade e exploração do planeta. Nessa Era, a ciência substituiu a misticismo, a tecnologia substituiu o ritual e nós, seres humanos, passamos a ter a errônea ideia de que somos os senhores e possuidores da natureza. É a era da dominação, da conquista, da violência e da separação.

Já a narrativa do Interser, busca contar uma história que reúne a humanidade e a natureza, o eu e o outro, o trabalho e a diversão, a disciplina e o desejo, a matéria e o espírito, o homem e a mulher e tantas outras polaridades. O preceito fundamental da nova história é que não somos separados do universo e nosso ser participa do ser de todos e de tudo.

Somos muito mais do que acreditamos até então: maiores do que apenas um ego encapsulado debaixo da pele, uma alma embalada num corpo solitário. A nova história do Interser é portanto a história do encontro. Ela proclama nossa interdependência com outros seres, não apenas para sobreviver mas para existir. É essa história que nos une em tantas áreas como ativismo e regeneração. Quanto mais agirmos a partir dela, mais capazes seremos de criar um futuro que a reflita”.

“Muitos pensadores visionários têm oferecido versões do que poderia ser A Nova História do Interser, mas ainda não conseguimos encontrar a verdadeira história das pessoas: uma narrativa que dê sentido ao mundo e direcione a atividade humana em direção à realização de um futuro mais bonito. Ainda não estamos prontos para tal história, porque nos encontramos em um momento de mudança de paradigmas, em um vazio entre as histórias. Apesar de conseguirmos vislumbrar pedaços de uma narrativa sistêmica que quer emergir, a antiga narrativa da separação ainda existe, embora em farrapos. Nessa transição, conseguimos perceber que nossos modos tradicionais de agir, pensar e ser deixaram de fazer sentido mas não sabemos muito bem como prosseguir. Como podemos criar um futuro que não reflita esse antigo paradigma de volta para nós? Como podemos recriar a forma de narrar nossa história a partir do novo, sem ficarmos presos na armadilha da repetição? Conforme compreendemos essa nova narrativa que nasce, vamos descobrindo juntos as respostas. Respeitar o período de transição entre as histórias como um espaço sagrado e de cura é essencial para percebermos que é nele que estamos em contato com o real: nesse momento a humanidade adormecida desperta à medida que aprendemos quem somos e qual nosso papel na teia da vida”.

Holandeses avançam no cenário pós-pandemia e propõe um modelo econômico baseado no decrescimento

Fonte: Pixabay

Autor: Instituto Humanitas Unisinos

A Holanda (primeiro país do mundo a incorporar a Economia Donut, vale lembrar), lançou um breve manifesto, assinado por 170 acadêmicos, sobre e necessidade de retomar a economia mundial pós-pandemia a partir da teoria de decrescimento – proposta do francês Sergio Latouche que vem se tornando uma vertente fértil.

O manifesto inclui temas como cancelamento de dívidas, renda básica universal, investimento em energias renováveis e diminuição da publicidade.

#CoronaNasPeriferias: uma coalizão nacional de enfrentamento ao coronavírus

Realização: Sociedade civil

País: Brasil

Coalizão nacional de comunicadores periféricos para a disseminação de informação correta sobre a pandemia, cuidados e efeitos, entre os moradores das grandes comunidades do país.

 

Desfile é criado a partir de realidade virtual durante lockdown francês

Realização: Lanvin

País: França

Durante a Semana de Moda de Paris, a Lanvin colaborou com as plataformas de vídeo Douyin, Yizhibo, iQiyi e o varejista de luxo Secoo para criar um desfile virtual.

A marca também convidou blogueiros de moda e Jiayi (羿) da boyband UNINE para transmitir ao vivo a ação nos bastidores do programa sob a hashtag #lanvin 场 场 (#lanvinCloudBasedRunway), resultando em mais de 5 milhões de visualizações.

Além das novas roupas, as mais recentes bolsas da Lanvin – inspiradas em objetos do cotidiano, como embalagens utilizadas em delivery – chegaram às mídias sociais chinesas, iniciando conversas e ajudando a direcionar um público mais jovem para a marca.

A epidemia de coronavírus está realmente testando a capacidade de resposta das empresas, especialmente na indústria de luxo. Como Lanvin, a chave para muitos designers tem sido aumentar a interação humana através da utilização da tecnologia.

 

VR used to create cloud fashion show during Covid-19 lockdown

Realização: Lanvin

País: France

During Paris Fashion Week, Lanvin collaborated with video platforms Douyin, Yizhibo, iQiyi, and luxury e-tailer Secoo to create a cloud fashion show.

The brand also invited fashion bloggers and boyband UNINE’s Jiayi (嘉羿) to livestream the show’s behind-the-scenes action under the hashtag #lanvin云秀场 (#lanvinCloudBasedRunway), resulting in over 5 million views.

Beyond its new clothing, Lanvin’s latest handbags – which are inspired by everyday objects like takeaway boxes for cakes –  peaked on Chinese social media, starting conversations and helping direct a younger audience to the brand.

The coronavirus epidemic is truly testing a brand’s ability to respond, especially in the luxury industry. Like Lanvin, the key for many designers has been to increase human interaction through harnessing technology.

 

Heineken lança a campanha #BrindedoBem para ajudar bares durante a pandemia

Realização: Heineken

País: Brasil

Heineken cria plataforma de “vaquinha” com o objetivo de auxiliar bares que vem sofrendo o impacto da pandemia. Através dela, consumidores e empresas podem comprar vouchers de consumo em seus bares preferidos. Estes poderão ser resgatados até 31 de dezembro de 2020.

Além disso, a Heineken dobrará todo o valor arrecadado.

 

Hospitais usam AI para detectar sintomas de COVID

Realização: Care.ai

País: Estados Unidos

O projeto, idealizado por uma empresa chamada care.ai, faz o reconhecimento facial de visitantes em hospitais, analisando características como sudorese e descoloração da pele, além de dados da temperatura corporal, tudo isso usando um sistema com IA.

 

Para evitar pandemias futuras, cadeia global de alimentos deve ser revista

Foto: Mariana Veiga (Mercado de carnes e peixes em Ollantaytambo, Peru)

Autor: Edison Veiga – Colaboração para UOL TAB

Desrespeito a vida animal, bolsões de escassez e habitats cada vez mais degradados – esses são alguns dos reflexos do nosso distanciamento da cadeia de produção de alimentos, projetado pela industrialização e urbanização da vida e impulsionado, de forma cada vez mais acelerada, até os dias de hoje. A soma desses fatores resulta em epidemias maiores e mais potentes com o passar dos anos.

“São bois tratados com ração de origem animal, são carcaças de animais silvestres que viram comida em locais de carestia, são frangos confinados em gaiolas diminutas, são porcos manejados em escala industrial”.

Analisando historicamente, o Covid-19 é apenas mais um dos vírus desencadeados a partir desse comportamento predatório, porém, é o primeiro a ganhar dimensões pandêmicas.
Temos a oportunidade, então, de repensar o sistema de produção de alimentos afim de evitar novas catástrofes.

Coca-Cola suspende publicidade de todas suas marcas e reverte a verba para o combate ao CoronavÍrus

Realização: Coca-Cola

País: Brasil

A Coca-Cola suspendeu a publicidade de todas as suas marcas e reverteu a verba para a divulgação de informações de prevenção, saúde dos funcionários e iniciativas de combate ao vírus.

Afirma que doará, junto a seus parceiros e à The Coca-Cola Foundation, US$ 120 milhões no combate à doença. 

 

Gastromotiva lança Cozinhas Solidárias para ampliar o acesso da população vulnerável à comida

Realização: Gastromotiva

País: Brasil

Com a pandemia, um dos braços de atuação da ONG Gastromotiva, o Reffeitorio Gastromotiva, escola de culinária e ponto de alimentação para pessoas em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, passou a operar como receptor alimentos doados que serão escoados para organizações parceiras que precisam de ajuda.

Além do banco de alimentos, a Gastromotiva também planejou, por meio da sua rede de alunos, ex-alunos e parceiros, um modelo de cozinhas que possam atender populações em situação de insegurança alimentar. Nessas cozinhas, chamadas de Cozinhas Solidárias, cada cozinheiro usa a sua própria estrutura para produzir as refeições. A Gastromotiva envia alimentos, embalagens e ajuda a gerenciar a operação e logística de distribuição das refeições nas comunidades.

Para ajudar a manter e abrir novas Cozinhas Solidária, a Gastromotiva também criou o fundo #Eualimentoesperança, em que pessoas podem fazer contribuições através da plataforma de crowdfunding Kickante.

 

Gastromotiva launches solidarity kitchens to increase access to food by the vulnerable population

Performed by: Gastromotiva

Country: Brazil

With the pandemic, one of the acting branches of the NGO Gastromotiva, the Reffeitorio Gastromotiva, a cooking school and a food point for people in situations of vulnerability in Rio de Janeiro, started to receive food donations that will be disposed of to partner organizations that need help.

In addition to the food bank, Gastromotiva also planned, through its network of students, alumni and partners, a model of kitchens that can serve populations in situations of food insecurity. In these kitchens, called Cozinhas Solidárias (Solidarity Kitchens, translated literally), each cooker uses its own structure to produce meals. Gastromotiva sends food, packaging and helps to manage the operation and logistics of distribute meals to the communities.

To help maintain and open new solidarity kitchens, Gastromotiva also created a fund called #Eualimentoesperança (#IFeedHope, translated literally), in which people can make contributions through the crowdfunding platform Kickante.

 

Primeira ministra da Noruega realiza coletiva de imprensa específica para crianças

Realização: Governo Noruega

País: Noruega

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, organizou uma conferência de imprensa para conversar especialmente com as crianças do seu país sobre o coronavírus. Durante trinta minutos, ela e dois de seus ministros responderam à perguntas enviadas pelas crianças sobre o Covid-19. Em uma das respostas, confortou os pequenos ao dizer que “está tudo bem sentir medo, mas no final, tudo ficará bem“.

 

Norwegian Prime Minister holds children’s-oriented press conference

Performed by: Norwegian Government

Country: Norway

Norwegian Prime Minister Erna Solberg organized a press conference to talk especially with children in her country about the Coronavirus. For thirty minutes, she and two of her ministers answered questions sent by the children about Covid-19. In one of the responses, she comforted the little ones by saying that “it’s okay to be afraid, but in the end, everything will be okay”.

 

A pandemia e o fim do neoliberalismo pós-moderno

Fonte: Outras Palavras

Autor: Juan Antonio Molina

“O pós-coronavírus será como sair de uma guerra: tudo estará em escombros. Ao propagar o medo do outro, o individualismo radical, a insolidariedade social, o “salve-se quem puder”, sistema nos tornou frágeis. Agora é buscar a volta por cima”,

O trecho acima é do escritor Juan Antonio Molina, em artigo publicado pelo portal Outras Palavras e traduzidos por Simone Paz.

Nele, Juan Antonio comenta o aprisionamento causado pela política econômica até então vigente e como o vírus nos fará repensar o Estado e a comunidade para que a reconstrução seja possível.

Domenico de Masi: Coronavírus levou Itália a vida suspensa entre medo e esperança

Foto: MANUEL SILVESTRI / REUTERS

Autor: Domenico De Masi

A grande filósofa Agnes Heller dividiu as necessidades humanas em duas categorias: as quantitativas e alienadas; e as qualitativas e radicais. As primeiras consistem nas necessidades insanas de dinheiro, poder e posse de bens; as segundas consistem em necessidades saudáveis de introspecção, amizade, amor, brincadeira e convívio.

Nesta fase de isolamento forçado, após uma vida transcorrida em nome de necessidades alienadas, todo o país está redescobrindo a prioridade das necessidades radicais e a suavidade de um tempo dedicado a nós mesmos e à nossa família: o tempo do ócio criativo. Mas, por trás desta habitação quase serena à sedentariedade forçada, se insinua cada vez mais inquietante o medo do amanhã. O país inteiro está parado; as fábricas estão quase todas fechadas; por alguns meses, nosso produto bruto estará próximo de zero e o futuro, com a tempestade encerrada e os mortos sepultados, terá que ser inventado, nunca tendo sido experimentado antes o que significa, para um povo inteiro, consumir sem produzir.