A small town in Washington is printing its own currency during the pandemic

Performed by: Town Hall Tenino, Washignton, EUA

Country: United States

What happens when a city creates its own social currency? In a bid to lessen the blow of Covid-19, the town of Tenino has started issuing its own wooden dollars that can only be spent at local businesses.

Wayne Fournier, the mayor, decided that Tenino would set aside $10k to give out to low-income residents hurt by the pandemic. But instead of using federal dollars, he’d print the money on thin sheets of wood designed exclusively for use in Tenino. His mint? A 130-year-old newspaper printer from a local museum. Fournier’s central idea is pulled straight from Tenino’s own history.

During the Great Depression, the city printed sets of wooden dollars using that exact same 1890 newspaper printer. Within a year, the wooden currency had helped bring the economy back from the dead.

By reinstating the old currency now, Fournier has accidentally become part of a much bigger movement. With businesses worried about keeping the lights on and people scrambling to find spending money, communities have struggled to keep their local economies afloat. So they’ve revived an old strategy: When in doubt, print your own money. Today, these so-called “local currencies” might help small communities recover from the economic fallout of Covid-19.

 

Uma pequena cidade em Washington está imprimindo sua própria moeda durante a pandemia

Realização: Prefeitura de Tenino, Washignton, EUA

País: Estados Unidos

O que acontece quando uma cidade cria sua própria moeda social? Em uma tentativa de diminuir o golpe do Covid-19, a cidade de Tenino começou a emitir seus próprios dólares de madeira que só podem ser gastos em empresas locais.

O prefeito da cidade, Wayne Fournier decidiu que Tenino reservaria US$ 10 mil para doar a moradores de baixa renda feridos pela pandemia. Mas, em vez de usar dólares federais, ele imprimiu o dinheiro em finas folhas de madeira projetadas exclusivamente para uso em Tenino. E utilizou uma impressora de jornal de 130 anos de um museu local. A ideia central de Fournier é extraída da própria história de Tenino.

Durante a Grande Depressão, a cidade imprimiu conjuntos de dólares de madeira usando exatamente a mesma impressora de jornal de 1890. Em um ano, a moeda de madeira ajudou a reviver a economia.

Ao restabelecer a moeda antiga agora, Fournier se tornou parte de um movimento muito maior. Com as empresas preocupadas em manter as luzes acesas e as pessoas lutando para conseguir gastar dinheiro, as comunidades têm se esforçado para manter suas economias locais à tona. Então, eles reviveram uma estratégia antiga: na dúvida, imprima seu próprio dinheiro. Hoje, essas chamadas “moedas locais” podem ajudar as pequenas comunidades a se recuperarem das consequências econômicas do Covid-19.

 

The Impacts of the Pandemic on Society by Repense

Company: Repense

Content in: Portuguese/ English

The communications agency Repense has just launched the collaborative e-book “Reflections on the Impacts of Pandemic on Society”. Available free of charge in a bilingual edition (Portuguese and English), the book is a portrait of what specialists from different areas are thinking about this turmoil that we are experiencing.

Os Impactos da Pandemia na Sociedade por Repense

Empresa: Repense

Conteúdo em: Português e Inglês

A agência de comunicação Repense acabou de lançar o e-book colaborativo “Reflexões sobre os Impactos da Pandemia na Sociedade”.

Disponível gratuitamente em edição bilingüe (português e inglês), o livro é um retrato do que especialistas de diferentes áreas estão pensando sobre esse turbilhão que estamos vivendo.

Em abril, a agência já havia lançado o relatório “O papel das marcas na crise do Coronavírus”, onde trazia exemplos adotadas pelas marcas para responder à pandemia de Covid-19.

Our COVID future: The Long Crisis scenarios by Local Trust

Company: Local Trust from Long Crisis Network

Content in:: English

COVID-19 has ignited an urgent reassessment of the future. Anyone with a long-term plan has to step back and think again. Local Trust believes there needs to be a structural change in our economy, society and politics, to shift power and control to local communities. Will that happen in the current crisis? Or will the local be squeezed out? These scenarios commissioned by Local Trust from the Long Crisis Network look for signals in the noise. These stories challenge our thinking and help us discover how we can work differently. As thinking about the long term implications for the Big Local programme and other communities, they hope these scenarios will prove useful and help us to strengthen communities in a way that prepares people to thrive, whatever the future holds.

Our COVID future: The Long Crisis scenarios por Local Trust

Empresa: Local Trust da Long Crisis Network

Conteúdo em: Inglês

A Covid-19 provocou uma reavaliação urgente do futuro. Qualquer pessoa com um plano de longo prazo precisa recuar e pensar novamente. De acordo com a Local Trust, criadora do relatório, é preciso haver uma mudança estrutural em nossa economia, sociedade e política, para transferir poder e controle para as comunidades locais. Isso vai acontecer na atual crise? Ou o local será espremido? Esses cenários encomendados pelo Local Trust da Long Crisis Network procuram sinais no ruído. Essas histórias desafiam nosso pensamento e nos ajudam a descobrir como podemos trabalhar de maneira diferente. Ao pensar nas implicações de longo prazo para o programa Big Local e outras comunidades, esperam que esses cenários sejam úteis e nos ajudem a fortalecer as comunidades de uma maneira que prepare as pessoas para prosperarem, seja qual for o futuro

Futuros Plurais por Ilegra

Empresa: Ilegra

Conteúdo em: Português

Tendências de design, inovação e software que líderes de mercado estão aplicando para vencer neste cenário ultracomplexo. O conteúdo desse estudo é organizado em três capítulos: cada um contém a sua temática específica, que reflete numa macrotendência identificada pelo time ilegra. Ainda assim, todos os capítulos estão intimamente interligados.

Ultracomplexidade (os desafios ultracomplexa da realidade atual em que vivemos), Reverberações (de que formas a sociedade se manifesta em resposta ao mundo de hoje) e Propósito 2.0 (como estamos resgatando e exigindo novos propósitos em direção a um futuro mais ético).

A utopia do “novo normal” por Ampfy

Empresa: Ampfy

Conteúdo em: Português

Seria possível projetar o novo futuro com base em ações improvisadas do presente? Com essa questão em mente, a Ampfy buscou produzir análises e diagnósticos que se propõem a separar projeções possíveis da especulação. O resultado é o estudo “Utopia do novo normal: uma conversa sincera sobre os desafios para marcas e negócios em um mundo pós-Covid”.

A proposta do estudo não é trazer respostas imediatas e sim ajudar as pessoas a fazerem as perguntas certas para encontrar caminhos para vencer os desafios de seus negócios. A agência dividiu as reflexões em três momentos: o primeiro é o que estamos vivendo, chamado de “fica em casa”. O segundo é o “ficando mais aberto”, que é o que vamos viver no curto prazo. E, por fim, “o que vai ficar”.

Quais comportamentos adquiridos durante a quarentena que vieram para ficar? O que podemos esperar do consumidor daqui para frente? Para responder a essas questões, o estudo traz uma análise histórica: grandes crises levam a grandes mudanças atitudinais e perenes. A pesquisa cita três exemplos: a II Guerra Mundial, que levou os homens para o campo de batalha enquanto as mulheres ficaram sozinhas em casa e tiveram que buscar seu sustento partindo para o mercado de trabalho; o 11 de setembro, que trouxe uma série de novas políticas e regulações na segurança da aviação; e a epidemia de Sars na China em 2002/2003, em que o isolamento social alavancou o e-commerce chinês, tornando-o um dos mais evoluídos do mundo.

O levantamento organizou essas mudanças em quatro vertentes que devem mudar o comportamento humano: o contato físico (novos canais, restrições de deslocamento), o contexto social (novas regras, novas políticas), as motivações (emoções, expressões de identidade), e as atividades (habilidades e rotina). A partir dessa adaptação, deverá surgir um novo padrão de comportamento, que trará a dualidade entre opostos, ou seja, tensões estarão convivendo e moldando o comportamento. Na análise, a Ampfy ressalta cinco tensões que devem permanecer depois da pandemia. De acordo com a Ampfy, a ideia é que essas reflexões sejam pontos de partida para marcas e negócios, uma vez que poucas empresas já planejaram seus próximos passos – até o momento, as companhias foram muito reativas, por conta das circustâncias.

Signals 1 por BNKR e Contagious

Empresa: BNKR e Contagious

Conteúdo em: Português

A BNKR e a Contagious Brasil criaram um novo produto, mais direto, mas não menos analítico: Signals. Scan é um produto BNKR, onde a Contagious participava com análises baseadas em comunicação. Depois de quase 2 meses de trabalho, entenderam que a colaboração entre as empresas deveria ser maior, mais multidisciplinar, onde as duas olham para a realidade e capturam os sinais. Em tempos de reconstrução, a busca é por eliminar ruídos, apreender os sinais e desenvolvê-los posteriormente em pontos de partida confiáveis. Signals é um relatório que compila aprendizados, e os sinais mais relevantes de transformação na comunicação, consumo e cultura durante a pandemia. Signals traz pontos de partida para a reflexão. “Não há certo, nem errado, apenas o real, o possível e o humano.”

Havaianas, Complexo do Alemão e Brasil no movimento #EmpatiaGeraEmpatia

Realização: Havaianas e coletivos

País: Brasil

De uma conversa entre o ativista Raull Santiago, morador do Complexo do Alemão e cofundador do Coletivo Papo Reto e a Consultora Cristina Naumovs, surgiu a ponte da parceria com a Havaianas, que se transformou em milhares de chinelos, produtos de higiene, limpeza e leite em pó. Como durante a pandemia, todas as ações do Papo Reto estão direcionadas a fortalecer o Gabinete de Crise do Complexo do Alemão (já mencionado em postagem anterior aqui), foi a partir desta frente que iniciou a distribuição pela favela.

Além do Complexo do Alemão, conseguiram conectar mais algumas periferias do Brasil nessa parceria, como a ONG Lá da Favelinha do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Agência Popular Solano Trindade do Campo Limpo, em São Paulo. Rede Urbana de Ações Socioculturais “RUAS” de Ceilândia, Brasília. E o Vale do Dendê, de Salvador.

Video no perfil do Instagram do Raull Santiago.

 

Fashion Masks, do Instituto REsocial, entregam 1 milhão de máscaras em 30 dias de operação

Realização: Instituto REsocial

País: Brasil

O movimento Fashion Masks nasceu no início da quarentena, sem fins lucrativos, com o propósito de fazer a ponte entre a demanda por máscaras de proteção e profissionais sem trabalho neste período de paralisação da economia. Assim, dando suporte a empreendedores individuais e gerando renda para a população desassistida.

As máscaras são feitas por pequenas fábricas antes paralisadas e em situação de risco. Apenas pelos custos de produção e frete, entregam as máscaras em casa para quem não consegue produzi-las. A REsocial é uma iniciativa de inclusão social, criada em meio a maior crise sanitária e econômica vivida em nosso país, com o propósito de criar soluções auto-sustentáveis capazes de absorver a força de trabalho de mais 40 milhões de brasileiros desempregados. A missão é impactar positivamente o elo mais fraco da sociedade (informais e minorias), criando projetos que os possibilitem continuar trabalhando e sustentando suas famílias.

 

War metaphors used for Covid-19 are compelling but also dangerous

Image: FRANK GUNN/ THE CANADIAN PRESS

Author: Costanza Musu for The Coversation

The war-time imagery is compelling. It identifies an enemy (the virus), a strategy (“flatten the curve,” but also “save the economy”), the front-line warriors (health-care personnel), the home-front (people isolating at home), the traitors and deserters (people breaking the social-distancing rules).

Furthermore, it highlights the urgency that underpins drastic policy decisions like the closing of schools, the imposition of travels bans, the grinding to a halt of economies around the world. It appeals to citizens’ sense of duty and obligation to serve in their country’s hour of need.

This is certainly not the first time leaders and policy-makers have used the war metaphor to describe a threat that does not qualify as military. Think the war on poverty, on cancer, on illegal immigration, not to mention the war on drugs or on crime.

While highly appealing as a tool of political rhetoric, the war metaphor hides several pitfalls that, in the case of the Covid-19 pandemic, are particularly dangerous.

Using the war metaphor shuffles categorizations in insidious ways. For example, we are no longer citizens; we are now “soldiers” in a conflict. As such, politicians call for obedience rather than awareness and appeal to our patriotism, not to our solidarity.It is under the guise of these categorizations that we have already seen, across the world, shifts towards dangerous authoritarian power-grabs.

Entendendo o que se passa na mente dos brasileiros em tempos de pandemia por TalkInc

Empresa: TalkInc + Meca

Conteúdo em: Português

Resultados de estudo que inclui uma pesquisa qualitativa (em parceria com MECA) e quantitativa (iniciativa Talk). Buscam dar uma compreensão social do que estamos vivendo, com a intenção de ajudar a sociedade e principalmente as grandes marcas e clientes, a entenderem com a sensibilidade necessário os seus consumidores. 

Mergulho segue nas próximas semanas com um estudo de tendências post-Covid em parceria com NewsMonitor, combinando inteligência artificial e humana para o mapeamento de movimentos pós-Covid.

Report Talk da pesquisa quantitativa (1.064 casos, Brasil)
Report MECA da pesquisa qualitativa em parceria com a Talk (500 respondentes).

Novos movimentos e cases levantados em conjunto com News Monitor. Como o brasileiro está lidando com a pandemia? Quais os impactos até então? Que novos comportamentos surgem? Qual a avaliação sobre as ações realizadas pelos principais atores da sociedade e quais as expectativas para o pós-pandemia?

Uma conversa com a bióloga Nurit Bensusan: desesperança e o imperativo ético

Imagem: Youtube Estudio Fluxo

Autor:  Nurit Bensusan para Estudio Fluxo (Bruno Torturra)

Diversas análises tentam interpretar a pandemia através de vários temas e tópicos que ela suscita como economia, politica, sociedade, psicologia, saúde publica mas tem um tema que esta na essência da pandemia que seguem tratando a forma de pensar de forma periférica que é a dimensão ecológica. Antes de tudo uma pandemia é um fenômeno biológico que diz respeito à uma disfuncionalidade profunda da nossa forma de se relacionar com a natureza e as outras espécies.

Nessa conversa, a bióloga, escritora e ambientalista Nurit Bensusan trata a pandemia como um sintoma de nossa relação doente com a natureza. Aborda ainda o antropoceno, o caráter predatório do ser humano, pessimismo, desesperança ambiental e o imperativo ético de se manter no ativismo e da defesa dos ecossistemas.

Nurit afirma que é mais conveniente tratar a pandemia como um acaso, uma causalidade, como se não fosse, de fato, um resultado da forma que nós temos de estar no mundo e se relacionar com a natureza. A pandemia põe em cheque nossa forma de ocupar as áreas naturais, de lidar com as outras espécies, cultivar, as monoculturas,  a produção de proteína animal em grandes fazendas, animais confinados e toda forma de produção e nossas escolhas de consumo. Tudo está relacionado à origem da pandemia. Há uma tentativa de evitar fazer essa correlação entre a ecologia da pandemia e toda nossa forma predatória de lidar com a natureza.

Fala sobre a possibilidade de novas pandemias e transbordamento de virus entre espécies que pode aumentar com as mudanças climáticas. E aborda ainda a dificuldade que temos em imaginar um outro mundo. Sobre como estamos sendo adestrados pelo capitalismo como se essa fosse a única forma de se estar no mundo.

Winning the Recovery: O novo consumidor pós Covid por McKinsey & Company

Empresa: McKinsey & Company 

Conteúdo em: Português

A Covid-19 é, antes de tudo, um grande desafio humanitário. Milhares de profissionais de saúde estão combatendo o vírus, colocando suas próprias vidas em risco. Sistemas de saúde sobrecarregados precisarão de tempo e ajudarão a retornar a uma aparência de normalidade.

Resolver o desafio humanitário é, obviamente, a prioridade nº 1. Ainda há muito a ser feito globalmente para responder e se recuperar, desde a contagem dos custos humanitários do vírus até o apoio às vítimas e famílias e a descoberta de uma vacina.

Este documento visa ajudar com uma meta mais restrita: entender as mudanças no comportamento do consumidor no Brasil durante a atual situação da Covid-19. Além do desafio humanitário, há implicações para a ampla economia, negócios e emprego.

The Future 100 2.0.20 by Wunderman Thompson

Company: Wunderman Thompson

Content in: English

Special edition of the annual report “The Future 100”, with 25 trends that have accelerated, matured or emerged since the original “The Future 100: 2020” was launched in January. In the wake of COVID-19, the report will help brands understand changing demands, navigate emerging consumer behaviors and chart a path through the evolving landscape.

This is a supplementary report to the original “The Future 100: 2020”. It was designed to be read together with the 100 complete trends, for a complete view and the original report can also be downloaded.

The Future 100 2.0.20 por Wunderman Thompson

Empresa: Wunderman Thompson

Conteúdo em: Inglês

Edição especial do relatório anual “The Future 100”, com 25 tendências que se aceleraram, amadureceram ou surgiram desde que foi lançado o original “The Future 100: 2020” em janeiro. Na esteira do COVID-19, o relatório ajudará as marcas a entender as demandas mutantes, a navegar pelos comportamentos emergentes dos consumidores e a traçar um percurso pelo cenário em evolução.

Este é um relatório complementar do “The Future 100: 2020” original. Ele foi projetado para ser lido juntamente com as 100 tendências completas, para uma visão completa e também pode ser feito o download do relatório original.

Coronavírus pode construir uma distopia tecnológica

Foto: Alejandra Villa-Pool/ Getty Images

Autor: Naomi Klein para The Intercept

Neste artigo revelador do The Intercept, a jornalista canadense Naomi Klein discute a assinatura do ex-CEO do Google Eric Schmidt para chefiar uma comissão para “reimaginar a realidade pós-covid” em Nova York, onde, segundo ela, um futuro dominado por associação dos estados com gigantes da tecnologia: “Mas as ambições vão muito além das fronteiras de qualquer estado ou país”. Klein define uma Doutrina de Choque Pandêmico, que ele chama de nova aliança ou New Deal of the Screens (Screen New Deal). Isso representa o risco claro e simples de que essa política corporativa ameaça destruir o sistema de educação e saúde. Rastreamento de dados, comércio sem dinheiro, telessaúde, escola virtual e até academias e prisões, parte de uma proposta “sem contato e altamente lucrativa”. Quarentena como laboratório ativo, um “Espelho Negro” e a aceleração dessa distopia do coronavírus: “Agora, em um contexto comovente de morte em massa, estamos vendendo a promessa dúbia de que essas tecnologias são a única maneira possível. para proteger nossas vidas contra uma pandemia “. Quais são as dúvidas (de sempre) e como, sob o pretexto da inteligência artificial, as empresas lutam novamente pelo poder de controlar vidas.

É um futuro em que nossas casas nunca mais serão espaços exclusivamente pessoais, mas também são, via conectividade digital de alta velocidade, nossas escolas, consultórios médicos, academias e, se determinado pelo estado, nossas cadeias.

Negócios em 2021 Strategic Foresight por W Futurismo e W foresight brasil

Empresa: W Futurismo + W Foresight Brasil

Conteúdo em: Português

W Futurismo, hub de Estudos de Futuros do Brasil, trabalha em frentes de pesquisa – W Research e W Foresight Brasil – para educar o mercado brasileiro na aplicação de metodologias globais de Foresight que fornecem sustentação à transformação da sociedade e dos negócios, facilitando, na prática, a construção de futuros sustentáveis de longo prazo. 

Com essa abordagem, o presente estudo trata das possibilidades de Futuro dos Negócios no Brasil, no horizonte temporal de 2020 a 2021. Um presente alongado, com conteúdo disruptivo não visto em outras épocas em período tão curto. Um estudo para inspirar negócios a construírem seu recomeço pós pandemia. Segundo a pesquisa da W Futurismo, feita com métodos de Futures Research, passaremos por um período de transformação disruptiva em todos os níveis nos próximos 5 anos. O contexto da pandemia somente antecipou o que já estava em andamento.

Did they help? – Find out how a company or celeb behaved during the Coronavirus pandemic

Performed by: Volunteers / Civil Society

Country: United Kingdom / Worldwide

Did They Help was created with the mission of documenting all the good and bad actions that companies and public figures did during this period of the pandemic. A comprehensive and maintained database available without online sponsorship, so people can make better and more informed decisions in the future about where they spend their money and who they invest in.

The site classifies as “Heroes” those companies and high profile people who made positive changes and actions to support employees and society during COVID, and “Zeroes” those whose actions may have had a negative impact.

They hope to go beyond the Coronavirus pandemic in the future and classify companies and public figures on other global issues, such as global warming, child labor and more. However, for now, the focus is specifically on notable actions taken during the Covid-19 pandemic.

 

Did they help? – descubra como uma empresa ou personalidade se comportou durante a pandemia de coronavírus

Realização: Voluntários / Sociedade Civil

País: Inglaterra / Mundial

O Did They Help foi criado com a missão de documentar todas as boas e más ações que empresas e figuras públicas fizeram durante esse período da pandemia. Um banco de dados abrangente e mantido disponível sem patrocínio on-line, para que as pessoas possam tomar decisões melhores e mais informadas no futuro sobre onde gastam seu dinheiro e em quem investem.

O site classifica como “Heróis” as empresas e pessoas de alto perfil que fizeram mudanças e ações positivas para apoiar os funcionários e a sociedade durante o COVID, e como “Zeros” aqueles cujas ações podem ter tido um impacto negativo.

Esperam ir além da pandemia de Coronavírus no futuro e classificar empresas e figuras públicas em outras questões mundiais, como aquecimento global, trabalho infantil e muito mais. No entanto, por enquanto, o foco é especificamente ​​em ações notáveis ​​tomadas durante a pandemia de Covid-19.

 

Shifts in the Low Touch Economy por Board of Innovation

Empresa: Board of Innovation

Conteúdo em: Inglês

A economia Low Touch está aqui para ficar. A era pós-Covid-19 terá uma economia moldada por novos hábitos e regulamentos com base na interação reduzida de contato próximo e restrições mais rígidas de viagem e higiene. A interrupção atual mudará a maneira como comemos, trabalhamos, compramos, exercitamos, administramos nossa saúde, socializamos e passamos nosso tempo livre – a um ritmo sem precedentes de mudanças. Neste relatório:
1. Por que nosso mundo será muito diferente
2. 10 Exemplos de mudanças esperadas no comportamento do consumidor e oportunidades para as empresas
3. Como diferentes indústrias são impactadas
4. O que fazer agora

Coronavirus Research April 2020 Multi-market research wave 3 by Global Web Index

Company: Global Web Index

Content in: English

Results from interviews with consumers across 13+ markets to measure how coronavirus has changed their attitudes and behaviors. All the research is freely accessible on our platform to inform and guide businesses through the crisis. 

The Coronavirus pandemic is still gripping communities worldwide, but lockdowns and restrictions in many countries are beginning to ease a little. The first and second releases of our multi-market study showed the scale of the impact that the pandemic was exerting on the consumer landscape, as well as how behaviours and sentiments were trending. This third wave, fielded in 17 countries between April 22 – 27, shows us how the picture is evolving as some countries hope to enter the recovery phase.

Analysing the impact across Australia, Brazil, Canada, China, France, Germany, India, Ireland, Italy, Japan, New Zealand, the Philippines, South Africa, Singapore, Spain, the UK and the U.S., this study provides an updated view on many of the themes covered previously and explores expectations for after the outbreak.

For previous studies, visit: https://www.globalwebindex.com/coronavirus

Coronavirus Research: Multi-market research wave 3 por Global Web Index

Empresa: Global Web Index

Conteúdo em: Inglês

Resultados de entrevistas com consumidores em mais de 13 mercados para avaliar como o Coronavírus mudou suas atitudes e comportamentos. Toda a pesquisa está disponível gratuitamente na plataforma para informar e orientar as empresas durante a crise.

A pandemia de Coronavírus ainda está dominando as comunidades em todo o mundo, mas os bloqueios e restrições em muitos países estão começando a diminuir um pouco. Os primeiro e segundo lançamentos do estudo de vários mercados mostraram a escala do impacto que a pandemia estava exercendo no cenário do consumidor, bem como a tendência e os comportamentos e sentimentos. Essa terceira onda, realizada em 17 países entre 22 e 27 de abril, mostra como o quadro está evoluindo, já que alguns países esperam entrar na fase de recuperação.

Analisando o impacto na Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Irlanda, Itália, Japão, Nova Zelândia, Filipinas, África do Sul, Cingapura, Espanha, Reino Unido e EUA, este estudo fornece uma visão atualizada sobre muitos dos temas abordados anteriormente e explora as expectativas para após o surto.

Para os estudos anteriores, acessar: https://www.globalwebindex.com/coronavirus

Para o estudo mencionado acessar abaixo:

Festival Favela em Casa: programação online que une diferentes linguagens artísticas das periferias do Brasil

Realização: Sociedade Civil + Ubunbu Produções + Boia Fria Produções + Aquarium Prodz

País: Brasil

O Festival Favela em Casa surgiu a partir da crise enfrentada pelos artistas independentes durante a pandemia. Pretende unir geração de renda, engajamento cívico e solidariedade com várias produções artísticas urbanas vindas das periferias de todo o Brasil em 36 horas de programação divididos por quatro dias e mais de 70 apresentações.

.Essa é uma iniciativa de dois jovens da periferia paulista, a produtora Andressa Oliveira, moradora do Campo Limpo, extremo sul de São Paulo e o articulador cultural e fotógrafo Marcelo Rocha, da cidade de Mauá no ABC Paulista. Junto a isso, os produtores Ana Paula Paulino (Ubuntu Produções), Mariana Bergel (Boia Fria Produções), Rico Manzano (Aquarium Prodz) e Warley Alves, se juntaram ao time para uma curadoria coletiva, com dezenas de artistas de várias favelas do país.

“O Brasil é um país festivo por natureza, reconhecido por suas culturas. Assim, não surpreende em ter encontrado uma saída tão potente nas lives da vida, gerando entretenimento em meio ao caos, que torna esse momento menos difícil de se passar. Cultura de periferia para periferia.”

 

Startups se unem a pequenos agricultores e criam negócios na pandemia

Realização: Livup + parceiros

País: Brasil

Tecnologia aliada aos pequenos produtores de orgânicos pode salvar economia familiar e gerar novos empregos. De um lado produtores familiares, com alimentos orgânicos tentando escoar plantação. Do outro, a Livup, uma startup de foodtech (empresa que une plataforma digital e comida) em expansão no Brasil. A união fez a força e o resultado é um novo negócio: a entrega de cestas de orgânicos via app e site.. Em tempos de crise e isolamento, empresas de tecnologia têm agilidade para mudar e se adaptar ao novo mercado de consumidores.

 

Práticas Emergentes em período de Crise do Covid-19 por Humanizadas

Empresa: ICCB, Humanizadas e Universidade de São Paulo (EESC/USP)

Conteúdo em: Português

Em 2017 Instituto Capitalismo Consciente Brasil iniciou a Pesquisa Empresas Humanizadas para fazer um contraponto à Operação Lava Jato. Intenção era apresentar um novo rumo para os negócios a partir de bons exemplos para o país e agora, estamos diante de outra grave crise.

Uma crise sem precedentes que paralisou o mundo e desestabilizou nosso sistema de saúde, econômico, político e social. Nossos negócios, famílias e sociedade estão em perigo, e ao mesmo tempo abrindo espaço para nascer uma sociedade diferente.

Diante desse contexto, relatório pretende espalhar a mensagem de quem está fazendo algo de diferente para, de fato, tentar elevar a Humanidade quando ela deixa de ser prioridade.

Este relatório vivo de práticas conscientes no contexto de Covid 19 é um verdadeiro banquete intelectual, emocional e espiritual. Ele nos amplia a consciência com olhar absolutamente sistêmico para a crise multi capitais na qual vivemos desde muito antes do Covid 19 e que, somente agora em meio a essa quarentena global, nos levou todos a profundas e relevantes reflexões acerca da maneira como vivemos. É natural e esperado que a maior parte dos recursos seja destinado para questões de saúde e segurança financeira no curto prazo. É urgente. Celebramos tamanha mobilização coletiva, espírito solidário e cooperação através da iniciativa privada e de toda a sociedade civil organizada.

Para além disso, este relatório nos oferece um mergulho em dimensões de entrega de valor compartilhado muito mais profundas e relevantes para organizações realmente interessadas em prosperar no nova economia emergente.

Covid Art Museum: The world’s first art museum born during the Covid-19 quarantine

Performed by: Civil Society

Country: Spain – World

CAM emerged to bring together paintings, collages, photographs and montages that have been influenced by this moment. With museums closed and millions living life without leaving home, new images are emerging to mark these times and also as a reflection that shows the impact of the epidemic on many artists.

Behind the initiative are the trio Emma Calvo, Irene Llorca and José Guerrero, from Barcelona. The selection criterion was to choose works that are made in the quarantine period, that transmit and reflect what we are all experiencing and feeling. That is why they were not limited to any technique. They post all types of art, be it illustrations, photographs, paintings, drawings, animations, videos etc.

The three advertisers search online and, today, they also receive proposals from creatives from around the world through Instagram. The proposal is that, in the future, when this becomes part of the history of the world, people will be able to discover how artists expressed themselves during this period.

 

Covid Art Museum: O primeiro museu de arte do mundo nascido durante a quarentena de Covid-19

Realização: Sociedade Civil

País: Espanha – Mundial

O CAM surgiu para reunir pinturas, colagens, fotografias e montagens que têm surgido influenciados por esse momento. Com os museus fechados e milhões vivendo a vida sem sair de casa, novas imagens estão surgindo para marcar esses tempos e também como um reflexo que mostra o impacto da epidemia em muitos artistas.

Por trás da iniciativa, está o trio Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrero, de Barcelona. O critério de seleção foi escolher obras que são feitas no período de quarentena, que transmitem e refletem o que todos estamos vivendo e sentindo. Por isso não se limitaram a nenhuma técnica. Postam todos os tipos de arte, sejam ilustrações, fotografias, pinturas, desenhos, animações, vídeos etc

Os três publicitários fazem a busca on-line e, hoje, eles também recebem propostas de criativos de todo o mundo através do Instagram. A proposta é que, no futuro, quando isso virar parte da historia do mundo, as pessoas poderão descobrir como os artistas se expressaram durante esse período.

 

Plataforma “Pertinho de Casa” aproxima pequenos produtores de consumidores e ajuda comércio local

Realização: FAESP + Facebook, Accenture + Sebrae + Senar + Vtex

País: Brasil

O PERTINHO DE CASA é uma iniciativa, sem fins lucrativos, liderada pela FAESP- Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo e apoiada por distintas empresas (denominadas “Apoiadoras” entre elas a Accenture, Facebook e VTEX) que se uniram durante a pandemia da Covid-19, causada pelo Coronavírus, para aproximar produtores rurais, feirantes e afins, empreendedores de micro e pequenos negócios, (que viram suas rendas reduzidas drástica e repentinamente) a consumidores próximos a suas regiões de atuação, e que se viram com a mobilidade reduzida em razão das restrições de circulação.

 

Platform “Pertinho de Casa” brings small producers closer to consumers and helps local businesses

Performed by: FAESP + Facebook, Accenture + Sebrae + Senar + Vtex

Country: Brazil

PERTINHO DE CASA (Close to Home, translated literally) is a non-profit initiative led by the Agriculture and Livestock Federation of the State of São Paulo (FAESP) in Brazil and supported by different companies (called “supporters”, including Accenture, Facebook and VTEX) that joined during the Covid-19 pandemic to bring together rural producers, marketers and small businesses entrepreneurs (who saw their incomes reduced dramatically and suddenly) to close by consumers.

 

Amsterdã adota modelo de ‘doughnut’ para reconstrução econômica pós-coronavírus

Realização: Prefeitura Amsterdã

País: Países Baixos

Autoridades holandesas e a economista britânica Kate Raworth, do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford, usam guia criado pela economista para ajudar a cidade a prosperar pós pandemia. Modelo tem como objetivo a busca do equilíbrio entre as necessidades econômicas de países, cidades e pessoas e os recursos ambientais disponíveis.

 

Lista Fortes Brasil: incentivo À doação de 1% do lucro líquido da empresa

Realização: Sociedade Civil

País: Brasil

A Lista Fortes nasceu da ideia do ator Caco Ciocler de estimular ainda mais doações desde o início da pandemia do Covid- 19 e ajudar as instituições que estão na luta contra o coronavírus, em todas as frentes, construção de hospitais, compra de equipamentos médicos, produção de álcool gel, distribuição de alimentos e renda, implementação de logística, etc. Já conta com apoio de diversos artistas que formam a lista de propagadores da boa notícia da Lista Fortes. 

A empresa escolhe suas causas e instituições, doa pelos menos 1% do seu lucro líquido, e passa a fazer parte da Lista Fortes Brasil.

 

Iniciativas da sociedade civil sem esperar por ações governamentais

Realização: ONGs e organizações civis

País: Brasil

A pandemia da Covid-19 gerou no Brasil uma reação de solidariedade que não espera por ações governamentais. Iniciativas da sociedade civil se espalharam por vários estados, levando aos mais necessitados comida, produtos de higiene, máscaras, recursos econômicos e informação numa linguagem familiar, que enfatiza a necessidade de distanciamento social e de prevenção contra a doença. Uma gigantesca rede de ajuda social que não depende do Estado está em marcha a todo vapor e representa, hoje, o único salva-vidas para milhões de pessoas. É uma força-tarefa nacional de voluntários e ONGs que vem combatendo o coronavírus de diversas maneiras.

 

“A batalha política do século será entre humanos e transumanos desumanos”, alerta filósofo Franco Berardi

Foto: Simonetta Candolfi / Divulgação

Autor: Ruan de Sousa Gabriel entrevista Franco Berardi para O Globo

Em quarentena, filósofo italiano escreve um ‘Diário da psicodeflação’ e afirma que a pandemia pode nos ajudar a sonhar o futuro não previsto por algoritmos.

O filósofo italiano Franco Berardi, o Bifo, aproveitou a quarentena em Bolonha para escrever um “Diário da psicodeflação”, publicado em inglês no blog da editora britânica Verso. “Nosso psicológico vem experimentando uma “deflação”, no sentido de uma bola que está soltando ar, caindo no chão, flácida.”

Autor de livros como “Depois do futuro” e “Asfixia”, Bifo participou de coletivos operários nos anos 1960 e sustenta que as novas tecnologias roubaram dos homens a possibilidade de sonhar futuros não previstos por algoritmos. Apenas a “reativação poética do corpo social” pode vencer a crise da imaginação, diz ele.

Em entrevista, Berardi afirmou que a recessão provocada pela epidemia pode inspirar arranjos sociais mais igualitários e sugeriu que a principal batalha política do novo século não será entre direita e esquerda, mas entre humanos e transumanos desumanos. Calma, nenhum ciborgue está vindo nos matar:

— “Transumanos desumanos” são os que exploram as novas tecnologias para criar um sistema tecno totalitário.

“O capitalismo como nós o conhecemos vai desmoronar. Os economistas negam os indícios de uma longa estagnação, mas está cada vez mais claro que não existe crescimento infinito. Os recursos do planeta — e os recursos do nosso sistema nervoso — são limitados. Temos uma alternativa: construir um novo paradigma de produção baseado na frugalidade, na reciclagem, na distribuição igualitária dos recursos, na redução da jornada de trabalho, na adoção completa das tecnologias que substituem o trabalho humano e em renda básica para todos. Ou seremos submetidos a um capitalismo tecno totalitário extremamente desigual e violento.”

Amsterdam to embrace ‘doughnut’ model to mend post-coronavirus economy

Performed by: Amsterdam City Hall

Country: Netherlands

Dutch authorities and British economist Kate Raworth, from the University of Oxford’s Environmental Change Institute, use a guide created by the economist to help the city prosper after a pandemic. The model aims to seek a balance between the economic needs of countries, cities and people and the available environmental resources.

Metáforas de guerra usadas para Covid-19 são atraentes mas também perigosas

Foto: FRANK GUNN/ THE CANADIAN PRESS

Autor: Costanza Musu para The Coversation

As figuras de imagens de guerra são convincentes. Identifica um inimigo (o vírus), uma estratégia (“achatar a curva”, mas também “salvar a economia”), os guerreiros da linha de frente (pessoal da área de saúde), a frente (pessoas isolando em casa), os traidores e desertores (pessoas que violam as regras de distanciamento social). Além disso, destaca a urgência subjacente a decisões políticas drásticas, como o fechamento de escolas, a imposição de proibições de viagens e a paralisação das economias em todo o mundo. Apela ao senso de dever e obrigação dos cidadãos de servir na hora de necessidade de seu país.

Certamente não é a primeira vez que líderes e formuladores de políticas usam a metáfora da guerra para descrever uma ameaça que não se qualifica como militar. Pense na guerra contra a pobreza, o câncer, a imigração ilegal, sem mencionar a guerra às drogas ou ao crime.

Embora altamente atraente como ferramenta de retórica política, a metáfora da guerra esconde várias armadilhas que, no caso da pandemia do COVID-19, são particularmente perigosas. O uso da metáfora da guerra embaralha categorizações de maneiras insidiosas. Por exemplo, não somos mais cidadãos; agora somos “soldados” em um conflito. Como tal, os políticos pedem mais obediência do que conscientização e apelo ao nosso patriotismo, não à nossa solidariedade.

É sob o disfarce dessas categorizações que já vimos, em todo o mundo, mudanças perigosas em direção ao poder autoritário.

Magalu lança plataforma digital para pequenas empresas e autônomos

Realização: Magazine Luiza

País: Brasil

Parceiro Magalu é o novo hub de vendas digitais do Magazine Luiza. Inaugurada em 02 de abril, Parceiro Magalu é uma plataforma de vendas digital gratuita que irá ajudar autônomos, micro e pequenos varejistas a terem uma renda durante esse período de crise causado pela pandemia do COVID-19.

 

Mundo pós-pandemia terá valores feministas no vocabulário comum, diz antropóloga Debora Diniz

Foto: ARQUIVO PESSOAL

Autor: Úrsula Passos entrevista Debora Diniz para Folha de São Paulo

Antropóloga afirma que conceitos como cuidado, proteção social, interdependência e saúde terão que ser discutidos.

A pandemia atinge homens e mulheres de forma diferente? O afeto que nos une agora é o desamparo. Olhamos e buscamos proteção. Quando o Estado não protege e nos abandona, é aí que a pandemia tem gênero, porque o cuidado cabe às mulheres.

“As mulheres são as responsáveis pela economia do cuidado, e quando temos uma distribuição desigual do cuidado e trancamos as pessoas em casa —ou presumimos que as pessoas têm casa e que ela é um espaço seguro— a centralidade do cuidado para a vida social se amplifica.”

Pandemia revela que mundo pós-ocidental já chegou

Foto: PATRICK SEMANSKY / AP

Autor: Oliver Stuenkel para El País

Resposta confusa dos EUA ao novo coronavírus sugere que época marcada pela liderança global de Washington chegou ao fim.

Historicamente, momentos de grande instabilidade geopolítica ― como guerras ou profundas crises econômicas ― costumam marcar o fim ou o início de uma época. Não necessariamente pela crise em si, mas por seu poder de revelar novas realidades que, em momentos de paz e estabilidade, não estavam facilmente visíveis. É quando se percebe, de maneira repentina, que arranjos antigos e modos de convivência articulados décadas antes se tornaram obsoletos.

Levará anos para se poder avaliar as consequências geopolíticas da pandemia. Muito, porém, indica que ela será lembrada por historiadores como um “momento Suez” para os Estados Unidos ― revelando, de maneira inegável, que a comunidade internacional já não olha para Washington para resolver seus problemas mais urgentes. Além de acelerar o fim da liderança americana, a atual crise o revela de maneira mais nítida, tornando urgente o debate sobre como se adaptar ao mundo pós-ocidental.

Brazilian retailer Magazine Luiza launches digital platform for small businesses and freelancers

Performed by: Magazine Luiza

Country: Brazil

In April 2020, Brazilian retailer Magazine Luiza, also known as Magalu, launched a digital sales hub called ‘Parceiro Magalu’ (Magalu Partner, translated literally). Parceiro Magalu is a free digital sales platform that will help self-employed, micro and small retailers to earn an income during the Covid-19 pandemic.

 

Post-pandemic world will have feminist values in the common vocabulary, says anthropologist Debora Diniz

Image: Personal Archive

Author: Úrsula Passos interviews Debora Diniz for Folha de São Paulo

Anthropologist says that concepts such as care, social protection, interdependence and health will have to be discussed.

Does the pandemic affect men and women differently? The affection that unites us now is helplessness. We look and seek protection. When the State does not protect and abandon us, that is where the pandemic has gender, because care is up to women.

“Women are responsible for the care economy, and when we have an uneven distribution of care and lock people at home – or assume that people have a home and that it is a safe space – the centrality of care for social life is amplified”.

Ai Weiwei: “O capitalismo chegou ao seu fim”

Foto: FEDERICO GAMBARINI/ GETTY IMAGES

Autor: Ai Weiwei em El País

Mais importante artista chinês, célebre dissidente do regime comunista, critica a gestão da China sobre a pandemia: “Se este desastre pôde se expandir, se deve em grande parte pela China ter escondido a verdade”.

A China, ao encarar um desastre, em vez de assumir suas responsabilidades, faz trocas de favores políticos, politizando os princípios humanitários. O espírito humanitário está sendo distorcido. E me refiro também a todas as crianças em campos de refugiados. Não podem sair, estão confinadas em acampamentos, deveriam receber ajudar prioritária, e acrescento os presos. O Irã ordenou a libertação dos seus enquanto o vírus durar, mas continua sendo um país sancionado pelos Estados Unidos. Quando a ideologia e a animosidade política obstruem a solução dos desastres humanitários, isso pode ser considerado um crime. Atualmente, nenhum país pode condenar outro, o mundo está no caos. Por que o Reino Unido não liberta Assange? É uma figura fundamental na liberdade de imprensa e de expressão; agora, entretanto, deverá enfrentar uma possível extradição aos Estados Unidos e uma pena de até 175 anos. Manter uma coerência ética não é fácil, as pessoas só percebem os desastres que afetam suas regiões, mas os desastres estão conectados.

Crises globais exigem soluções globais: é hora de criar uma Constituição mundial?

Foto: FABRICE COFFRINI / GETTY IMAGES

Autor: Braulio Garcia Jaén para El País

Grupo de filósofos e ativistas propõe uma norma que sirva de “bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”.

Para ex-juiz e filósofo do direito italiano Luigi Ferrajoli, uma Constituição não é a vontade da maioria, e sim a garantia de todos. A Constituição mundial obrigaria a proteger a igualdade, o direito à não discriminação e à saúde. Direitos que pertencem à “esfera do que não se pode decidir” e que não podem estar à mercê das maiorias. Ninguém, diz, está falando de um Estado mundial: “Cada país deverá poder continuar decidindo sobre o que se pode decidir”, ou seja, as políticas que não violentam os direitos fundamentais.

Google shows where quarantines are being respected

Performed by: Google

Country: Global

Google is using location data collected from smartphones to help health officials understand how people are moving during the global Covid-19 pandemic, that is, how they are behaving in response to requests for isolation, physical distance and home-office.

The location data shared by its users is used to produce what it calls “Community Mobility Reports”, created to help the authorities to know if the population is following the recommendations of social distance during the pandemic.

Information is based on data that is already voluntarily shared by users and used to indicate movement in stores and other locations on Google Maps.

 

Google mostra onde as quarentenas estão sendo respeitadas

Realização: Google

País: Mundial

O Google está utilizando dados de localização recolhidos de smartphones para ajudar autoridades de saúde a entender como as pessoas estão se movimentando durante a pandemia global de COVID-19, ou seja, como elas estão se comportamento em resposta aos pedidos de isolamento, distanciamento físico e home-office.

Os dados de localização compartilhados por seus usuários são usados para elaborar o que chama de “Relatórios de Mobilidade Comunitária”, criados para ajudar as autoridades a saber se a população está seguindo as recomendações de distanciamento social durante a pandemia.

Informação é baseada nos dados que já são compartilhados voluntariamente pelos usuários e usados para indicar o movimento em lojas e outros locais no Google Maps.

 

Governo brasileiro vai monitorar celulares para conter pandemia

Realização: Governo Federal

País: Brasil

O governo brasileiro vai passar a ter acesso a dados das operadoras de celulares para identificar aglomerações de pessoas em todo o país. Utilizando a geolocalização do celular, ferramenta que checa aglomerações e deslocamentos atingirá 222 milhões de linhas. Recurso será usado pelo Ministério da Saúde em políticas públicas. Dados serão fornecidos pelas empresas de telecomunicações Algar, Claro, Oi, TIM e Vivo.

Ao longo do avanço da pandemia, tem ganhado força o debate em torno de medidas que utilizam dados pessoais e sistemas de vigilância para combater o vírus. Até onde o interesse coletivo pode avançar sobre o individual?

Para parte dos especialistas e das autoridades, o debate sobre o direito à privacidade nesse momento não é apenas irrelevante como também pode ser fatal. O lado oposto aponta o risco da instalação de um Estado de vigilância permanente em nome de um bem comum e em detrimento do direito à privacidade.