Going Viral – Scenarios for a Post-pandemic World por Copenhagen Institute for Future Studies e Pictet Asset Management

Empresa: Copenhagen Institute for Future Studies + Pictet Asset Management

Conteúdo em: Inglês

Em outubro de 2020, o Copenhagen Institute for Future Studies publicou o relatório “Going Viral – Scenarios for a Post-pandemic World” (Virando Viral – Cenários para um mundo pós-pandêmico, em tradução literal).

O relatório, preparado em colaboração com a Pictet Asset Management, apresenta cenários para o mundo pós-pandemia, com foco em como a Covid-19 impactará os investimentos nos próximos cinco a 10 anos.

Para o Instituto, há quatros cenários possíveis: ‘Act local, think global’, ‘All together now’, ‘Going it alone’ e ‘Not my problem’ (‘Agir local, pensar global’, ‘Todos juntos agora’, ‘Indo sozinho’ e ‘Não é meu problema’, em tradução literal). E cada um deles se posiciona de forma única em relação a ‘Valores do cidadão-consumidor’ e ‘Política e mudanças de poder’.

Para cada cenário, o relatório aborda perspectivas em relação a valores dos cidadãos e consumidores, governança, crescimento econômico e inovação, tecnologia, urbanização e cidades, saúde e infra-estrutura, trazendo ainda os ganhadores e perdedores de cada cenário.

Reimagining marketing – Marketing in the next normal por McKinsey & Company

Empresa: McKinsey & Company

Conteúdo em: Inglês

Em julho de 2020, a consultoria McKinsey & Company publicou o relatório “Reimagining marketing – Marketing in the next normal” (Reimaginando o marketing – Marketing no próximo normal, em tradução literal), um compilado de artigos que buscam esclarecer as implicações da pandemia de Covid-19 para a função de marketing e fornecer uma perspectiva sobre como as empresas podem conduzir ações para encararem o momento atual e futuro.

Segundo a empresa “a tragédia humana de Covid-19 mudou vidas e meios de subsistência em todo o mundo. Um evento que definiu uma geração, também perturbou a ordem econômica e teve um efeito dramático no comportamento do consumidor, desde como trabalhamos e nos comunicamos, até como fazemos compras e o que compramos. Para as empresas, essas mudanças estão reescrevendo as regras e representam uma oportunidade única para os profissionais de marketing redefinirem o tabuleiro do jogo”.

A consultoria aponta cinco dimensões que empresas podem seguir para acelerar sua recuperação e impulsionar o crescimento para o próximo normal. São elas:
– Purpose-led (Orientação pelo propósito);
– Fast and agile (Rapidez e agilidade);
– Digital-accelerated (Aceleração digital);
– Hyperlocal and personalized (Hiperlocal e personalização);
– Self-funded (Auto-financimento).

Pandemias – Lições olhando de 2050 para trás

Foto por Jolly Crawford em Unsplash

Autor: Fritjof Capra e Hazel Henderson

Neste artigo traduzido por Carolina Bergier, da Escola Schumacher Brasil (com autorização da Capra Foundation), Capra e Henderson nos brindam com curiosas projeções de cenários, olhando o mundo a partir de uma retrospectiva. Somos convidados a mergulhar em 2050. O que aconteceu conosco em um cenário pós pandemia? Como nos adaptamos? O que passou a não fazer mais sentido e quais futuros emergentes ganharam força e materialização? Capra é uma das maiores referências mundiais sobre Pensamento Sistêmico e, ao lado de Henderson, renomada economista futurista, nos dão sinais de possíveis mudanças em um futuro não muito distante.

Algumas macrotendências e sinais de mudanças são apresentados, re-pensando vários setores como Gastronomia, Transporte, Moda, dentre outros. Como será se locomover, consumir, relacionar enquanto sociedade que passou por um cenário tão traumático em um passado recente? Quais lições ficaram desta pandemia? E se, para restaurar os ecossistemas em todo o mundo, nossa mudança global para a agricultura orgânica e regenerativa florescesse “juntamente com alimentos a base de plantas, bebidas e todos os alimentos cultivados em água salgada e pratos de algas (…)”? E se, as ruas fossem “tomadas por pedestres, ciclistas e pessoas em scooters que navegam em lojas locais menores, galerias de artesanato e mercados de produtores”? É incrível se imaginar neste cenário e mergulhar neste universo de possibilidades.

Este artigo é um convite para refletirmos sobre qual é a qualidade da nossa Ancestralidade. Quais desafios globais conseguimos solucionar? Soubemos aproveitar o grande Re-set (Re-compor) que o momento nos proporcionou? Fica o convite de leitura para reflexão e co-criação de cenários, onde possamos reforçar nossa resiliência, proatividade e criar futuros com esperança produtiva.

Os Impactos da Pandemia na Sociedade por Repense

Empresa: Repense

Conteúdo em: Português e Inglês

A agência de comunicação Repense acabou de lançar o e-book colaborativo “Reflexões sobre os Impactos da Pandemia na Sociedade”.

Disponível gratuitamente em edição bilingüe (português e inglês), o livro é um retrato do que especialistas de diferentes áreas estão pensando sobre esse turbilhão que estamos vivendo.

Em abril, a agência já havia lançado o relatório “O papel das marcas na crise do Coronavírus”, onde trazia exemplos adotadas pelas marcas para responder à pandemia de Covid-19.

Our COVID future: The Long Crisis scenarios por Local Trust

Empresa: Local Trust da Long Crisis Network

Conteúdo em: Inglês

A Covid-19 provocou uma reavaliação urgente do futuro. Qualquer pessoa com um plano de longo prazo precisa recuar e pensar novamente. De acordo com a Local Trust, criadora do relatório, é preciso haver uma mudança estrutural em nossa economia, sociedade e política, para transferir poder e controle para as comunidades locais. Isso vai acontecer na atual crise? Ou o local será espremido? Esses cenários encomendados pelo Local Trust da Long Crisis Network procuram sinais no ruído. Essas histórias desafiam nosso pensamento e nos ajudam a descobrir como podemos trabalhar de maneira diferente. Ao pensar nas implicações de longo prazo para o programa Big Local e outras comunidades, esperam que esses cenários sejam úteis e nos ajudem a fortalecer as comunidades de uma maneira que prepare as pessoas para prosperarem, seja qual for o futuro

Futuros Plurais por Ilegra

Empresa: Ilegra

Conteúdo em: Português

Tendências de design, inovação e software que líderes de mercado estão aplicando para vencer neste cenário ultracomplexo. O conteúdo desse estudo é organizado em três capítulos: cada um contém a sua temática específica, que reflete numa macrotendência identificada pelo time ilegra. Ainda assim, todos os capítulos estão intimamente interligados.

Ultracomplexidade (os desafios ultracomplexa da realidade atual em que vivemos), Reverberações (de que formas a sociedade se manifesta em resposta ao mundo de hoje) e Propósito 2.0 (como estamos resgatando e exigindo novos propósitos em direção a um futuro mais ético).

Signals 1 por BNKR e Contagious

Empresa: BNKR e Contagious

Conteúdo em: Português

A BNKR e a Contagious Brasil criaram um novo produto, mais direto, mas não menos analítico: Signals. Scan é um produto BNKR, onde a Contagious participava com análises baseadas em comunicação. Depois de quase 2 meses de trabalho, entenderam que a colaboração entre as empresas deveria ser maior, mais multidisciplinar, onde as duas olham para a realidade e capturam os sinais. Em tempos de reconstrução, a busca é por eliminar ruídos, apreender os sinais e desenvolvê-los posteriormente em pontos de partida confiáveis. Signals é um relatório que compila aprendizados, e os sinais mais relevantes de transformação na comunicação, consumo e cultura durante a pandemia. Signals traz pontos de partida para a reflexão. “Não há certo, nem errado, apenas o real, o possível e o humano.”

Uma conversa com a bióloga Nurit Bensusan: desesperança e o imperativo ético

Imagem: Youtube Estudio Fluxo

Autor:  Nurit Bensusan para Estudio Fluxo (Bruno Torturra)

Diversas análises tentam interpretar a pandemia através de vários temas e tópicos que ela suscita como economia, politica, sociedade, psicologia, saúde publica mas tem um tema que esta na essência da pandemia que seguem tratando a forma de pensar de forma periférica que é a dimensão ecológica. Antes de tudo uma pandemia é um fenômeno biológico que diz respeito à uma disfuncionalidade profunda da nossa forma de se relacionar com a natureza e as outras espécies.

Nessa conversa, a bióloga, escritora e ambientalista Nurit Bensusan trata a pandemia como um sintoma de nossa relação doente com a natureza. Aborda ainda o antropoceno, o caráter predatório do ser humano, pessimismo, desesperança ambiental e o imperativo ético de se manter no ativismo e da defesa dos ecossistemas.

Nurit afirma que é mais conveniente tratar a pandemia como um acaso, uma causalidade, como se não fosse, de fato, um resultado da forma que nós temos de estar no mundo e se relacionar com a natureza. A pandemia põe em cheque nossa forma de ocupar as áreas naturais, de lidar com as outras espécies, cultivar, as monoculturas,  a produção de proteína animal em grandes fazendas, animais confinados e toda forma de produção e nossas escolhas de consumo. Tudo está relacionado à origem da pandemia. Há uma tentativa de evitar fazer essa correlação entre a ecologia da pandemia e toda nossa forma predatória de lidar com a natureza.

Fala sobre a possibilidade de novas pandemias e transbordamento de virus entre espécies que pode aumentar com as mudanças climáticas. E aborda ainda a dificuldade que temos em imaginar um outro mundo. Sobre como estamos sendo adestrados pelo capitalismo como se essa fosse a única forma de se estar no mundo.

Negócios em 2021 Strategic Foresight por W Futurismo e W foresight brasil

Empresa: W Futurismo + W Foresight Brasil

Conteúdo em: Português

W Futurismo, hub de Estudos de Futuros do Brasil, trabalha em frentes de pesquisa – W Research e W Foresight Brasil – para educar o mercado brasileiro na aplicação de metodologias globais de Foresight que fornecem sustentação à transformação da sociedade e dos negócios, facilitando, na prática, a construção de futuros sustentáveis de longo prazo. 

Com essa abordagem, o presente estudo trata das possibilidades de Futuro dos Negócios no Brasil, no horizonte temporal de 2020 a 2021. Um presente alongado, com conteúdo disruptivo não visto em outras épocas em período tão curto. Um estudo para inspirar negócios a construírem seu recomeço pós pandemia. Segundo a pesquisa da W Futurismo, feita com métodos de Futures Research, passaremos por um período de transformação disruptiva em todos os níveis nos próximos 5 anos. O contexto da pandemia somente antecipou o que já estava em andamento.

O que é cultura regenerativa?

Foto: Instagram Futuro Possível

Autor: Movimento Futuro Possível

A pandemia suscitou um debate sobre mudança do sistema, da nossa forma de estar no mundo e se relacionar com a natureza. E os temas cultura regenerativa e regeneração global têm sido bastante frequentes nas discussões.

Futuro Possível é um movimento que investiga futuros possíveis a partir da lente da regeneração. Abaixo um compliado extraído do perfil no instagram sobre O que é cultura regenerativa?

Cultura regenerativa é aquela que entende que não dá mais pra viver em competição e separação. Precisamos aprender a colaborar na cura do todo. Sustentabilidade não é suficiente porque significa sustentar o modelo mental e o modo de vida e de fazer negócios de hoje que é insustentável. Significa romper com o mundo em colapso e cocriar um mundo que funcione para todos, incluindo nesse todos o planeta terra e todos os seres que aqui habitam. Devemos investigar a maneira como nos vemos para poder realizar ações transformadoras efetivas. Precisamos buscar a integridade que, na visão de Daniel Wahl, significa entender que “…como participantes cocriativos no mundo em que vivemos, todos podemos contribuir para a transição para uma cultura de fato sustentável, resiliente e próspera, saindo da confusão em que estamos, para além da sustentabilidade, ir na direção da prosperidade de toda comunidade da vida”.

“A regeneração do planeta significa, no campo dos negócios, que a sustentabilidade não é suficiente porque prevê a sustentação do modelo de vida estabelecido. Nós não sobreviveremos muito consumindo tanto do planeta por conta do nosso estilo de vida urbano. O consumo é um problema. Ponto. O mercado é responsável pelo que promove e por décadas o que vem sendo promovido é o consumo excessivo que pressiona os limites planetários. Além de promover a desigualdade social.
Regenerar o planeta passa pela compreensão de que os negócios não só precisam promover outras narrativas como também colaborar com a distribuição de renda, de poder e com a criação de processos de produção que não só não afetem o meio ambiente como colaborem para a sua regeneração”.

“Transição de narrativas: da era da separação para a era do encontro.
Vivemos a transição entre a velha história da separação e a nova história do Interser. Na narrativa da separação, que ganhou força com a revolução industrial, vivemos histórias guiadas pela concorrência, pela escassez, pela alienação da natureza, pela dissolução da comunidade e exploração do planeta. Nessa Era, a ciência substituiu a misticismo, a tecnologia substituiu o ritual e nós, seres humanos, passamos a ter a errônea ideia de que somos os senhores e possuidores da natureza. É a era da dominação, da conquista, da violência e da separação.

Já a narrativa do Interser, busca contar uma história que reúne a humanidade e a natureza, o eu e o outro, o trabalho e a diversão, a disciplina e o desejo, a matéria e o espírito, o homem e a mulher e tantas outras polaridades. O preceito fundamental da nova história é que não somos separados do universo e nosso ser participa do ser de todos e de tudo.

Somos muito mais do que acreditamos até então: maiores do que apenas um ego encapsulado debaixo da pele, uma alma embalada num corpo solitário. A nova história do Interser é portanto a história do encontro. Ela proclama nossa interdependência com outros seres, não apenas para sobreviver mas para existir. É essa história que nos une em tantas áreas como ativismo e regeneração. Quanto mais agirmos a partir dela, mais capazes seremos de criar um futuro que a reflita”.

“Muitos pensadores visionários têm oferecido versões do que poderia ser A Nova História do Interser, mas ainda não conseguimos encontrar a verdadeira história das pessoas: uma narrativa que dê sentido ao mundo e direcione a atividade humana em direção à realização de um futuro mais bonito. Ainda não estamos prontos para tal história, porque nos encontramos em um momento de mudança de paradigmas, em um vazio entre as histórias. Apesar de conseguirmos vislumbrar pedaços de uma narrativa sistêmica que quer emergir, a antiga narrativa da separação ainda existe, embora em farrapos. Nessa transição, conseguimos perceber que nossos modos tradicionais de agir, pensar e ser deixaram de fazer sentido mas não sabemos muito bem como prosseguir. Como podemos criar um futuro que não reflita esse antigo paradigma de volta para nós? Como podemos recriar a forma de narrar nossa história a partir do novo, sem ficarmos presos na armadilha da repetição? Conforme compreendemos essa nova narrativa que nasce, vamos descobrindo juntos as respostas. Respeitar o período de transição entre as histórias como um espaço sagrado e de cura é essencial para percebermos que é nele que estamos em contato com o real: nesse momento a humanidade adormecida desperta à medida que aprendemos quem somos e qual nosso papel na teia da vida”.